segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

PARAFUSO


Algumas vezes é um erro julgar o valor de uma atividade simplesmente pelo tempo utilizado para realizá-la.

Um bom exemplo é o caso do técnico em informática que foi chamado para consertar um computador gigantesco e extremadamente complexo. Um computador que valia 12 milhões de dólares. Sentado em frente ao monitor, apertou umas teclas, balançou a cabeça, murmurou algo a si mesmo e desligou o aparelho. Tirou de seu bolso uma pequena chave de fenda e girou uma volta e meia um minúsculo parafuso. A seguir, religou o computador e verificou o seu perfeito funcionamento.

O presidente da companhia ficou encantado e se dispôs a pagar a conta imediatamente. Quanto é que lhe devo?

São mil dólares pelo serviço realizado, respondeu o técnico.

Mil dólares?
Mil dólares por alguns momentos de trabalho?
Mil dólares por apertar um simples parafusinho?
Disse o presidente, indignado.

Eu sei que meu computador custa 12 milhões de dólares.
Mas mil dólares é uma quantia absurda!
Farei o pagamento desde que você me envie uma fatura detalhada que justifique o preço que você está cobrando.

O técnico confirmou com a cabeça o pedido e se foi. Na manhã seguinte, o presidente recebeu a fatura. Leu a nota com cuidado, balançou a cabeça e resolveu pagá-la no ato, sem pestanejar.

Na fatura estava escrito:
Detalhe dos serviços prestados

Apertar um parafuso : 1 dólar
Saber qual parafuso apertar : 999 dólares

Pois é, minha gente, essa é uma lição pra não esquecer:

Ganha-se pelo que se sabe

e não somente pelo que se faz!